Arquivo de novembro, 2011

 

APAGA A VELINHA!

Trabalho de vidente é duro. Tanto que o bruxo Chik Jeitoso (aquele que afirmou que um integrante do “CQC” seria assassinado) resolveu dar um tempo nas previsões e partiu para um campo de atuação mais mole: uma mandinga para broxar os desafetos

Sei não… mas algo me diz que esse feitiço só funciona contra alvos de 70 anos ou mais.


NOTÍCIAS QUE VÃO MUDAR O MUNDO (PARTE 591)

Ex-BBB Fani revela que não fez amigos no programa

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Foi tudo profissional.


OLHO DA RUA (PARTE 44)

Enviado por uma centena de leitores bem-humorados.


BALANÇA MAS NÃO CAI

Sei que é muito difícil, mas… se beber, não mije.

Confirmado: jiromba de bêbado também não tem dono.

Enviado por Neylor Lima.


MÓRBIDA SEMELHANÇA (PARTE 192)

Dedicado a Jucélio Salvador.


CORTA A LINGUIÇA!

Irmãs transexuais argentinas abrem churrascaria contra preconceito

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Casa de ferreiro, espeto de pau.


NOTÍCIAS QUE VÃO MUDAR O MUNDO (PARTE 590)

Eri Johnson chega atrasado em peça e entra pela porta errada

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A de entrada?


HOJE É DIA DE MORTE, BEBÊ!

Como saber se seu filho será um vilão em 9 segundos:

Será.

Dedicado a Andre Celano.


ASSESSORIA

Cleo Pires comenta participação em “CSI” versão Nova Iguaçu (O Globo)

Cleo Pires já pode colocar em seu currículo uma participação especial em “CSI”, mas não no famoso seriado americano que mostra o trabalho de investigação criminal de uma equipe que desvenda os crimes mais escabrosos em Miami. A ponta que a atriz fez foi em “CSI: Nova Iguaçu”, paródia brasileira produzida pelos sites Kibe Loco e Anões em Chamas. No sexto episódio da websérie, que entrou no ar na segunda-feira (21) e já tem mais de 190 mil visualizações, Cleo é uma perita criminal esnobada por um policial interpretado por Antonio Pedro Tabet (criador do Kibe Loco), que também assina o roteiro. Ela comentou sua perfomance na sátira e confessou não ser fã da série original.

“Foi divertidíssimo, o difícil era olhar pro Kibe e segurar o riso. Já conhecia o Kibe e o Ian SBF (do site Anões em Chamas), acho eles supertalentosos assim como todos que participam dos dois sites. O que vale pra mim é o desafio, o aprendizado, e a diversão, isso é o que faz uma grande produção pessoalmente falando”, disse Cleo, “esnobando” o “CSI” original. “Já tinha ouvido falar muito bem do programa e já passou rapidamente pela minha TV durante troca de canais, mas nunca parei para ver. Não existe um interesse em especial da minha parte em participar do programa, mas, imaginando que houvesse a possibilidade, dependeria do personagem.”

Roteirista do “Caldeirão do Huck” e do “Fantástico”, Tabet diz que já tem mais seis capítulos escritos e promete novas participações especiais.

“Posso dizer que mais celebridades se ofereceram para participar e outras serão convidadas. A ideia é, de vez em quando, ter alguém famoso fazendo um papel secundário, o que acontece com frequência nos Estados Unidos. No Brasil, isso não é tão comum porque os assessores de alguns artistas se levam muito a sério”, diz Tabet, que é amigo de João Vicente, marido de Cleo. “Ela topou na hora e se divertiu muito. Só fizemos a abertura, com o gancho inicial do ‘CSI’ na cena do crime, em que o personagem sai sempre com uma frase de efeito. A diferença é que, na nossa versão Nova Iguaçu, brincamos com o que seria o cartesianismo da polícia na Baixada Fluminense.”

Os episódios têm pouco mais de 1 minuto, mas podem crescer. Tabet está produzindo um programa de humor junto com o ator Gregório Duvivier e o diretor Ian SBF. “CSI: Nova Iguaçu” será um dos quadros do humorístico, que também terá uma paródia sobre a febre do MMA e uma sátira ao stand-up comedy. A princípio, o programa está sendo produzido para a internet, mas há canais de TV a cabo interessados no conteúdo.

“A ideia é lançar primeiro na internet, que é onde temos contato direto com o público. Já conhecia o Tabet da internet e há tempo estávamos conversando de fazer algo juntos. Para terminar o seriado, devemos fazer um capítulo maior, de 24 minutos”, conta Ian SBF, diretor da Fondo Filmes.


VERGONHA ALHEIA RECORDS (PARTE 50)

Senhoras e Senhores, com vocês, Pero Paixão em “Linda Inglesa”, um sucesso bilingue da Vergonha Alheia Records International

“Do you speak ingriss?”

Dedicado a Túlio Batista e ao pessoal do Wise Up, que não sabe o que tá perdendo.


JABÁ BANGUELA

Hahahahahahahahahahahahaha… olha o Jacaré pagando mico.

Depois do teste cego, Rodrigo acaba de inventar o teste Alzheimer pra cerveja!


PRACAS DO BRAZIU (PARTES 1282 A 1300)

Enviadas por Gerson BernardesRenzo Ferrero, Fábio Soares, Marcio Carneiro, Marcos Souza, José Macedo, Leo Fiorito, Francisco Rafael, Vinicius Bulgarelli, Rodrigo Koller, Carlos Augusto, Fabio de Camillo, Eric Souza, Rafael Bento Galvao e Caroline Previatti, Ivan Manoel e Guto Soares.


MÓRBIDA SEMELHANÇA (PARTE 191)

Dedicado a Guilherme Berriel.


ASSESSORIA

Uma Senhora Bronca (Marcelo Coelho, Folha de S. Paulo, 23 de novembro.)

A presidente Dilma consegue fazer a mágica de ocupar ela própria o lugar da oposição

O telefone é daqueles antigos, sem teclas. Livros em quantidade se espremem nas prateleiras. Sobre a escrivaninha limpa, uma máquina de escrever elétrica. Há também um peso de papel, imitando algo como a estrutura de um átomo.

Estamos por volta de 1980. Mas estamos igualmente no gabinete da “excelentíssima senhora presidenta da República, Dilma Rousseff”, tal como a imagina o site Kibe Loco. É a hora do “pronunciamento oficial” da chefe de Estado -e ponha chefe nisso.

Vestido de Dilma, com um terninho vermelho e sobrancelhas feitas conforme o capricho do momento, o imitador disca várias vezes, infinitas vezes, o número de algum ministro. Logo se impacienta, dá uns tapas no aparelho, e a conversa se estabelece.

O roteiro é basicamente o mesmo. Com forte sotaque mineiro, não tão parecido, afinal, com o da verdadeira Dilma, começa uma bronca formidável.

“Comé que pode uma coisa dessas, meu fio?”, pergunta a presidente ao assessor. Os termos de carinho familiar logo são interrompidos por uma torrente de palavrões, que um apito de censura, quase sempre fora de sincronia, deixa ouvir perfeitamente.
“Vou comer o seu c…, seu safado f… da p…!”. Dilma quase engole o bocal do telefone. “Que p… é essa de propina, Orlando?”

Do outro lado da linha, pode-se imaginar o desespero do interlocutor. “Engole esse choro, Guido. Pa, pa, paaara com isso… Acalmou?”. Terminada a bronca, a “presidenta” volta ao normal. Despede-se do infeliz ministro com “um beijo na alma” ou um “tchau, meu querido”.

Diverti-me, mas a graça do quadro talvez seja menor do que o fascínio que desperta qualquer cena de violência. A sequência de xingamentos vale por si mesma, independentemente da sátira que lhe serve de pretexto.

No mundo real, um assessor do Planalto disse à Folha que as broncas de Dilma não são muito diferentes das que aparecem na imitação do Kibe Loco. Enganava-se quem acreditou que, depois de Lula, seria difícil a uma figura tão sem graça e tecnocrática obter níveis parecidos de aprovação popular.

Claro que tudo depende, em última análise, da situação econômica. Mas, enquanto a crise não chega, o desemprego não sobe e a inflação não cresce, o fato é que o estilo de Dilma Rousseff tem condições de agradar o eleitorado, por razões opostas às que faziam o sucesso de Lula.

A mulher mandona e masculina está longe de ser uma figura indesejável no imaginário geral. Aconteceu com Margaret Thatcher, e tudo indica que o caso se repete com Dilma Rousseff. Por certo, nenhum machão brasileiro ficaria contente de ter uma megera como chefe no escritório. Mas o quadro do Kibe Loco vai ao ponto quando explora um outro tipo de prazer.

A “Dilma” da imitação funciona porque dá bronca não em nós, mas nos engravatados pretensiosos que mandam na gente. Sendo mulher e, portanto, pertencendo imaginariamente ao lado fraco da sociedade, “Dilma” representa quem está por baixo -só que ocupando o topo do poder.

Toda a mágica de Lula -que era a de se apresentar como o pobre, o ignorante, o homem comum capaz de “chegar lá”- despertava forte resistência na classe média. Parecia ilegítimo que pessoa tão desqualificada se tornasse presidente, e, pior, desse certo no governo.

O próprio Lula parecia não acreditar muito no cargo que ocupava. Sua informalidade funcionava bem junto a governantes estrangeiros, e, é claro, nos comícios para a peãozada. No fundo, entretanto, Lula foi mais amado do que admirado, e certamente impor respeito nunca foi o seu forte.

A mágica de Dilma, se cabe o termo, é de outra natureza. Consegue, como Lula nunca fez, anular a estridência da oposição. Isto se deve ao simples fato de que (pelo menos na projeção caricatural do Kibe Loco) ela própria ocupa o lugar da oposição. Xinga os ministros como nenhum tucano teria, hum, c… para fazer. Ao mesmo tempo, preserva o tom de domesticidade que era tão próprio de Lula. Não mais o tiozão desleixado, mas a mãe que dá bronca e põe ordem na bagunça.

Explicam-se assim o telefone antigo, a máquina de escrever, o peso de papel da era atômica. Referem-se não tanto a uma ideologia “pré-histórica”, mas à infância do espectador. O autoritarismo sempre faz sucesso, ainda mais quando se volta contra as autoridades logo abaixo do poleiro.

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Para assistir aos vídeos da nossa Dilma, clique AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI ou direto no canal do YouTube AQUI.


NO BARACK

Tatyana Limanova, apresentadora do telejornal no canal russo REN, fez o famoso – e insultante – gesto de esticar o dedo médio ao ler, ao vivo, o nome do presidente americano Barack Obama.

O canal, que atinge 120 milhões de pessoas em toda a Rússia, se recusou a comentar o incidente, mas alguns colegas da apresentadora afirmam que ela acreditava estar fora do vídeo, apenas lendo o texto sobre outras imagens. E mais: há quem acredite que ela teria feito o gesto para técnicos do estúdio.

Tirem suas próprias conclusões…

Dedicado ao Totoro.