Arquivo de julho, 2010

 

ESCALDADO

polvo-Paul-camisaPolvo Paul pede caro para prever campeão da Fórmula 1

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Qual o melhor comentário sobre a notícia acima?






a) Ele tá certo. Afinal, se for para pagar o mico de mudar de caixa por ordem do chefe da Ferrari, que seja ganhando um bom dinheiro.

b) É que ele só está acostumado a prever resultados esportivos.

c) Caro nada. Tá barato perto do outro molusco que erra quase tudo há oito anos por aqui.


STAR WARS YOGA

Star-Wars-Yoga

Que a força esteja com você, Matthew Latkiewicz.


AMOR AOS PEDAÇOS

Bruno-carecaAdvogado de Bruno diz que goleiro odeia o Flamengo

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Pô! Logo agora que ele está tão próximo da torcida?


PARTY UNIT

Os índices de criminalidade na Suécia chegaram num ponto preocupante…

Tá puxado lá.


PERNADA

Tiete-poluicaoPolícia investiga se perna achada no Tietê é de Eliza Samudio

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E se não for? Devolvem a oferenda ou vendem para o Robero Carlos?


“QUERO SER NEGRO!”

Qual o melhor comentário sobre o vídeo acima?

a) Efeito “sistema de cotas”.

b) Se fosse o contrário, veríamos com a mesma inocência ou com hipocrisia?

c) Chupa, Hitler!


A VIDA COMO ELA É

O primeiro filme de ação produzido em Uganda, “Who Killed Captain Alex?” é uma verdadeira aula de atuação, edição e efeitos especiais.

Só não é 3D…


TV AO VIVO

TV ao vivo: a qualquer momento, um comentário cretino sobre o que está no ar, em tempo real, na televisão brasileira.

Neymar-penaltyO Neymar jogava melhor antes de virar a Grace Jones.


LOST

advogado-Bruno-2Defesa de Bruno lista Eliza Samudio como testemunha

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Pela lógica do advogado de Bruno, Ulysses Guimarães não só está vivo como completará 94 anos em outubro.

Êêêêêê!!!


A REVANCHE?

Com vocês, o trailer de “Titanic 2″. Sério.

Hã? Sem zumbis? Não vou assistir.

Bom… pelo menos essa iniciativa torna “A Paixão de Cristo 2″ plenamente viável.


SEM NOÇÃO

Latino-cara-de-mauCantor Latino é acusado de fazer sexo à força com menina de 13 anos

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Se eu fosse da promotoria, levaria os singles “Me Divirto com as Erradas”, “Amor de Estudante”, “Não Mete Essa Não”, “Não Adianta Chorar” e “Sem Noção” debaixo do braço.


CAIU NA REDE É PEIXE

Taí uma comemoração que os meninos da Vila jamais poderão superar…

Fica a dica para corintianos, palmeirenses e são-paulinos.


MOMENTOS INESQUECÍVEIS

Enquanto isso, no supermercado…

Uuuuh!


PÉS TROCADOS

Espanha e Itália jogavam pela Eurocopa Sub-19 quando Ezequiel Calvente converteu a melhor cobrança de pênalti de todos os tempos

O rapaz disse que aprendeu o truque assistindo ao francês Henry na TV.


LIBERDADE CONDICIONAL?

censuraDe acordo com especialista, humor na política deve ser preservado

As restrições impostas aos programas de humor pela lei eleitoral são inconstitucionais. É a opinião de Gustavo Binenbojm, professor de direito constitucional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que considera essas limitações uma forma de silenciar e censurar humoristas. A lei eleitoral proíbe que programas de rádio e TV “degradem ou ridicularizem” candidatos, provocando mudanças em programas como “Casseta e Planeta”, “CQC” e “Pânico na TV”. Em entrevista ao jornal “O Globo”, Binenbojm lamenta que sátiras políticas estejam perdendo espaço por causa da legislação. E considera um equívoco interromper um eficiente canal de comunicação entre políticos e eleitores. “O humor é um instrumento para atrair o interesse da opinião pública para um assunto”, frisa. O professor ressalta que o eleitor tem senso crítico suficiente para saber o que é apenas uma piada. “Se não acreditamos que o cidadão tem capacidade de fazer seu próprio julgamento, estamos caminhando para um regime fascista”.

Qual é a avaliação do senhor sobre as restrições aos programas humorísticos de TV previstas na lei eleitoral?

Gustavo Binenbojm: Existe uma preocupação da lei brasileira de assegurar a lisura do processo eleitoral. Procura impedir manipulações nos meios de comunicação, como o uso de informações falsas que possam favorecer ou prejudicar determinado candidato. Seria uma regulação até desejável, mas as restrições vão muito além. Visam a garantir uma neutralidade dos veículos de comunicação de massa incompatível com a liberdade de expressão. Tal como foi redigida, a lei eleitoral provoca um efeito silenciador sobre manifestações artísticas como sátiras, charges e programas humorísticos. Impede o público de conhecer fatos através do humor. Antes de ser um direito, informar e criticar livremente é um dever dos veículos de comunicação. E, além disso, todo cidadão tem o direito de acesso à informação.

O que poderia ser feito para reverter as limitações enfrentadas pelos humoristas durante a campanha eleitoral?

Gustavo Binenbojm: O Congresso Nacional poderia editar uma nova norma ou corrigir a redação atual para permitir a existência de sátiras sobre candidatos em programas de humor durante as eleições. Num ambiente de liberdade de expressão, isso faz parte do debate público. Muitas vezes, o humor é a forma que melhor desperta a atenção dos cidadãos para assuntos de interesse público. Outro caminho seria recorrer ao TSE para que haja uma segurança jurídica na aplicação dessa norma pelos veículos de comunicação. O entendimento do TSE sobre o que a lei determina poderia garantir a liberdade necessária aos programas de humor.

Os defensores da atual legislação afirmam que as restrições são necessárias para garantir a lisura do processo eleitoral…

Gustavo Binenbojm: Ao que parece, o objetivo da lei eleitoral no caso seria impedir que um candidato cometesse excessos na propaganda eleitoral obrigatória usando a TV ou o rádio para difamar um adversário. Mas esse artigo da lei eleitoral acabou atingindo os programas humorísticos em geral. O humor é um instrumento para atrair o interesse da opinião pública para um assunto. Uma sátira se utiliza de características da personalidade de um político para despertar o interesse do telespectador.

O senhor discorda do argumento que relaciona a sátira política a uma forma de ofensa ou difamação?

Gustavo Binenbojm: Além de informar, os meios de comunicação têm o dever de criticar os fatos. E isso pode ser feito sob a forma de sátira, de charge ou qualquer outro formato de humor. A lei eleitoral brasileira incorre numa inconstitucionalidade, porque a norma atual é incompatível com o regime constitucional que assegura a liberdade de expressão.

Nos Estados Unidos, os políticos são alvos constantes de programas humorísticos, como o “Saturday Night Live”, da Rede NBC, mesmo durante a campanha eleitoral…

Gustavo Binenbojm: O modelo da lei eleitoral dos Estados Unidos é o mais liberal do mundo. Confere aos veículos de comunicação total liberdade, inclusive para manifestar apoio a um determinado candidato. Na Europa, existem algumas formas de regulação que procuram resguardar a imagem dos candidatos. Mas a lei brasileira é ainda mais restritiva. Produz um efeito silenciador sobre os veículos de comunicação. Prevalece uma visão preconceituosa: a ideia de que a lei e o Estado devem proteger o cidadão de si próprio. É uma cultura oficialista. Avalia que o Estado tem maior capacidade do que o cidadão para formular juízo crítico sobre fatos de interesse público. Isso é uma forma de censura.

O programa “Casseta e Planeta”, da Rede Globo, eliminou imitações aos presidenciáveis do roteiro durante a campanha. O “CQC”, da Band, amenizou o tom na abordagem aos políticos. O humor está sendo levado muito a sério pela atual legislação?

Gustavo Binenbojm: O papel do humor na política é tão importante que deve ser levado a sério e, justamente por isso, preservado de restrições impostas pela lei. O político precisa aprender a usar o humor a seu favor. O deputado que consegue rebater de maneira informada, contundente, a uma pergunta de um repórter do “CQC”, está prestando um serviço à população e também a si próprio. Está usando um veículo de comunicação para sua promoção pessoal. Toda vez que suprimo o direito de manifestação, provoco um efeito colateral que é a propagação da ignorância, do desinteresse. O sujeito tem de ser capaz de fazer do limão uma limonada, de fazer da charge um instrumento de promoção de suas próprias ideias. De compreender que as pessoas têm o direito de discordar, que isso é parte do debate político. A sátira não é uma distorção. É um elemento de vitalidade das democracias maduras.

O eleitor brasileiro está preparado para diferenciar o que é apenas uma piada?

Gustavo Binenbojm: Se não acreditamos que o cidadão tem capacidade para fazer seu próprio julgamento, estamos caminhando para um regime fascista. O Estado vai informar o que ele pode saber. A opção no Brasil foi pela democracia. E a democracia comporta riscos e, muitas vezes, escolhas equivocadas… A atual lei eleitoral é própria de sociedades que passaram por períodos de ditadura militar e ainda não atingiram a maturidade da liberdade de expressão. O que é essa maturidade? Defender a liberdade de expressão ainda que, circunstancialmente, ela possa se voltar contra você.